Apodi RN

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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Caubí Torres representa RN em Curitiba no Paraná

Hoje (16) e amanhã o professor Caubí Torres participa em Curitiba- Paraná, de 01 reunião de apresentação de resultado do Projeto de Diversificação Econômica e Agregação de Valor na Agricultura Familiar da Secretaria da Agricultura Familiar (SAP) do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e reunião preparatória da Biofach América Latina 2013.
A reunião ocorre na sede do Instituto de Promoção de Desenvolvimento (IPD) e fazem parte deste projeto 31 empreendimento da Agricultura Familiar do Brasil. A COOPAPI representa o estado do Rio Grande do Norte no evento. 


Caubí Torres
Projeto de Acompanhamento a Gestão dos Territórios Rurais MDA/CNPq/UERN/UFERSA
(84) 8145-3776 (vivo)
(84) 9660-7676 (tim)
(84) 9103-6855 (claro)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

FOTO HISTÓRICA DOS TRÊS ÚLTIMOS PAPAS JUNTOS

RARÍSSIMA FOTO HISTÓRICA
João Paulo ll e os que seriam seus próximos dois sucessores:
Benedito XVI e Francisco.
Não há precedente gráfico de 3 papas em uma mesma imagem.
Bergoglio não era ainda cardeal, apenas Arcebispo
de
Buenos Aires.  
Ele traz a mesma
cruz prateada que usa agora como Papa.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

CONVITE

A Pesquisadora Lucia Maria Tavares, presidente do "CENTRO HISTÓRICO-CULTURAL TAPUIAS PAIACUS DA LAGOA DO APODI, tem a honra de convidar todos os segmentos sociais de Apodi, para comparecerem à III Exposição de Peças Líticas dos indígenas apodienses, nossos primeiros habitantes- os Tapuias Paiacus,em comemoração ao DIA DO ÍNDIO, cujo evento acontecerá no âmbito da CASA DE CULTURA POPULAR HISTORIADOR VALTER DE BRITO GUERRA, nesta Sexta-feira, 19 de Abril- Dia do índio, das 8 ás 17 horas. Lúcia Tavares solicita o apoio da população no sentido de serem feitas doações de livros que abordem a História, a Cultura e Arte indígena Brasileira, principalmente dos índios do RN. Os livros irão compor o Acervo Bibliográfico do CHCTPLA. Informa ainda que as doações poderão ser feitas no local da exposição.

Veja abaixo a PROGRAMAÇÃO:

MANHÃ- das 8:00 às 11:00 horas.

-Abertura.
-Composição da Mesa.
-Hino de Apodi.
-Apresentação de uma dança indígena por um grupo de alunos do 6º Ano -B, da ESCOLA FERREIRA PINTO.
-Ministração de uma palestras pelo Sr. Marcos Pinto Pinto, abordando o Tema: “O RESGATE DA HISTÓRIA E CULTURA DOS TAPUIAS PAIACUS DO APODI E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A ATUAL E FUTURA GERAÇÃO DO NOSSO POVO”.
-Exibição de um filme infantil- A PEQUENA ÁRVORE.
-Encerramento.

TARDE-das 14:00 às 17:00 horas.

-Apresentação de Dança Indígena por outro grupo de alunos do 6º Ano- B, da ESCOLA FERREIRA PINTO.
-Ministração de uma palestras pelo Sr. Marcos Pinto Pinto, abordando o Tema: “ A GUERRA DOS BÁRBAROS NOS SERTÕES DA RIBEIRA DO APODI.”
- ABORDAGENS HISTÓRICAS pelos Professores Osório e Gildevan Holanda, sobre A IMPORTÂNCIA DA ARQUEOLOGIA INDÍGENA.
-Exibição de um filme infantil- A PEQUENA ÁRVORE.
-Encerramento.


Observações:
-As pessoas serão recepcionadas por um grupo de alunos Flautistas da ESCOLA FERREIRA PINTO.
-Ainda serão exibidos pequenos documentários sobre algumas pesquisas realizadas pelo CHCTPLA.

Agradece, a Pesquisadora Lúcia Tavares- Presidente do CHCTP.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Os Habitantes Primitivos do Apodi


Quais foram os primeiros habitantes do Apodi? 


Os primeiros habitantes do Apodi foram os índios Tapuias Paiacus, pertencentes ao grupo étnico cultural TARAIRIÚ. 

Quantas famílias indígenas habitavam em Apodi, quando Manoel Nogueira Ferreira chegou a este território, em 1680?

Não há registro para uma informação exata. Entretanto, com base num documento publicado, posteriormente pode-se estimar que quando Manoel Nogueira Ferreira chegou a este território em 1680, havia entre 120 e 150 o número de famílias aqui residindo em Apodi. 

Como eram os índios, seus costumes, hábitos? 

Alguns historiadores afirmam que o paiacu era de estatura alta, enquanto as mulheres eram de estatura baixa, gordas e de boa aparência. 
Os homens era fortes, robustos e possuidores de muita força, tinham cabelos pretos e pele trigueira. Andavam inteiramente nus. Os homens colocavam um cendal nas partes genitais e as mulheres usavam um avental confeccionado de folhas. Usavam sandálias feitas de casca de uma árvore que chamavam de caraguá. Pintavam-se com tinta de jenipapo e urucu. 

Quantos anos vivia, em média, um índio da tribo paiacu? 

Segundo os historiadores cronistas, o tapuia paiacu podia viver até 200 anos, ainda lúcido, e capaz de transportar nos ombros, razoável peso. 

Quando adoecia um paiacu, como os demais da tribo para conseguir a cura? 

Algumas providências eram tomadas. Defumações com tabaco, introdução de folhas de certos vegetais na garganta do enfermo, para provocar vômitos, aplicação de salivas, e outros recursos sempre valendo-se da flora medicinal. Quando o doente era considerado incurável, a própria tribo o matava com golpes de clava, a fim de evitar o sofrimento do paciente. Matadores e condenado congratulavam pelo ritual macabro. 

Como era feito o casamento entre os índios? 

A moça tapuia casava-se muito jovem. Aos primeiros sinas da puberdade, a mãe a levava ao conhecimento do rei da tribo. A moça era então guardada na casa dos pais. Uma vez conseguido o noivo, o rei autorizava o casamento, o qual era realizado com festas, cânticos e festas. Caso não aparecesse um noivo para determinada donzela, esta era levada à presença do rei que, conforme os costumes da tribo a desvirginava. Os índios paiacus eram polígamos.Isto é podiam possui várias mulheres. 

O adultério era tolerado pelo homem? 

Não. A índia que fosse falsa ao seu marido podia ser punida até com a morte. Registram os cronistas que o adultério entre os índios era coisa rara. 

Quando um índio matava outro da mesma tribo, o que acontecia? 

O matador ficava responsável pela esposa e os filhos do morto. 

Como eram os instintos dos Tapuias Paiacus? 

Segundos os historiadores que se preocuparam em relatar os costumes, hábitos e vida da nação tapuia, era esta temida pelas demais tribos. O tapuia tinha o semblante ameaçador, era feroz e cruel. Para atacar o inimigo usava a surpresa, a emboscada. Possuía o instinto de guerrear, de matar e de fazer sangue, exercitado nas mortes das caças e das feras. 
Morava em tocas feitas de pau, cobertas de palhas ou ramos, Por ocasião das secas, emigravam para outras regiões, retornando quando as chuvas voltavam. Tinham os hábito fazer grandes fogueiras à noite, onde estendiam suas redes, para se aquecerem. 

Como se alimentavam os Tapuias Paiacus? O que comiam? 

A alimentação básica do Tapuia Paiacu era a caça, peixes, mel de abelha, alguns produtos de roça, tais como milho, mandioca, jerimus e frutas. Apreciavam cobras e lagartos. Eram fortes, saudáveis e possuidores de grande apetite. Não tinham o costume de guardar alimentos para o dia seguinte. Comiam tudo no mesmo dia. Registra um cronista que um índio tapuia consumia de uma vez, alimentos que saciaria a fome de cincos brancos. 
Outro hábito estranho, praticado pelos Tapuias Paiacus era o endocanibalismo, que consistia em comer os membros da própria tribo, inclusive os ossos dos falecidos, que depois de secos eram pulverizados, depois de torrados e ingeridos com bebidas. Também era comum entre os paiacus, a antropofagia contra os inimigos da tribo, os quais eram dilacerados por feroz vingança e comidos pelos silvícolas. 
No ano de 1683, vendo a invasão de suas terras pelos brancos, em virtude das sesmarias que iam sendo concedidas, os índios tapuias, na defesa de suas terras, a posse, pois tinham consciência desse direito adquirido, rebelaram-se contra os curraleiros em todo o Rio Grande do Norte. Houve um extenso período de lutas, que tiveram seu final 40 anos depois. 
A essa revolta deu-se o nome de Guerra dos Bárbaros. Milhares de índios foram mortos durante o levante. Muitos foram salvos pelas missões religiosas, como foi o caso dos Tapuias Paiacus de Apodi, que estavam aldeados pelos missionários, inicialmente pelos jesuítas, aqui chegados em janeiro de 1700.

Fonte: Apodi, Sua História - Válter de Brito Guerra

CANTOFA E JANDI. NO DVD DE DUDÉ VIANA


O caboclo Dudé Viana, prepara o primeiro DVD de sua carreira musical e nele figura “O Romance de Cantofa e Jandi” de Aucides Sales, faz parte do repertorio. As imagens foram feitas em Apodí e contou com o apoio da ONG da tapuia Lúcia Tavares, que colaborou com o guarda-roupa além de participar da filmagem. Os seres sublimes da elite pensante do Apodí, aos poucos vai se chegando para a nação, afirmando as suas raízes, sem esquecer a nativa, das bisavós caboclas pegadoas a casco de cavalo... Mas que nunca se deixaram dobras e ainda hoje, permanecem altivas, como são as valentes mulheres do nosso estado.
   Dessa forma, o caraubense Dudé, foi muito bem acolhido pelos humanistas apodiense que lhe trouxeram o apoio material para a realização das filmagens. Durante o período dos trabalhos,  em Apodí, “O Romance de Cantofa e Jandí” do caboclo Aucides Sales, na voz de Dudé Viana, foi a música mais tocada nos rádios locais. Afinal o Romance tem seu inicio na Missão dos jesuítas de São João do Apodí, em 1761.

http://gefelipecamarao.blogspot.com.br

quinta-feira, 4 de abril de 2013

HISTÓRIA DO OBELISCO DA PRAÇA DE SÃO PEDRO

Ano de 37 d.C.
Como troféu de guerra, um enorme obelisco é trazido de navio, da cidade egípcia de Heliópolis                                                                                              até Roma, sob o domínio do imperador Calígula, para ser colocado em seu Circus Maximus.
Afresco na ‘Galería de Mapas Vaticana’, pintado entre 1580-1583
onde Antonio Dante imaginou a chegada do obelisco de Calígula.
Circus Maximus construído pelo imperador Calígula
(terminado por Nero)
O Circo de Nero em um velho mapa de Roma, impresso em 1561,
o globo em detalhe, e a cruz e cristã que substituíram o globo.

A esfera de metal localizada no cume abrigava, de acordo com lenda
medieval, os restos de Julio César, que foram substituídos por um
pedaço do Lignum Crucis, madeira da cruz onde pregaram Cristo.
Mais tarde o Papa Sixto V, como parte
do plano para embelezar Roma ordena a transferência do obelisco para a frente
da Basílica do Vaticano, famoso como a
“testemunha muda”, pois ao lado dele
 Pedro foi crucificado no Circo de Nero.


Para o projeto desta mudança foram apresentados 500 planos diferentes,
 e o premiado foi o projeto elaborado pelo arquiteto Domenico Fontana.
10 de setembro do ano de 1586
900 homens com 150 cavalos, incontáveis talhas e centenas de metros de corda,
tentam pôr em pé, no centro da Praça de San Pedro, em Roma, o enorme
obelisco egípcio de 350 toneladas, com mais de 25 metros altura e   mais de 4.000 anos de idade.
Forçados a permanecer em silêncio, sob pena de morte, os trabalhadores começam
a içar a enorme pedra de granito rosa, mas devido à fricção das cordas, estas começam
a esquentar e fumacear e eles começam a esmorecer até que, por toda a praça de
São Pedro, ressoa um forte grito:
 Molhem as cordas!
Era o capitão Bresca, marinheiro de Ligúria, sabedor de que cordas de linho arrebentam
se não forem esfriadas, e arriscando-se valentemente sem temer ser enforcado
lança sua voz para salvar o bloco de
pedra, talhado em Asuan.
Feito da engenharia que durou um ano inteiro, do transporte ao içamento,
reproduzido fielmente nesse livro esplêndido,
num volume de 1590.
O obelisco erguido, em pintura de 1630.


Mas o que aconteceu com o valente navegante chamado Bresca que gritou a todo o pulmão?
Foi imediatamente detido e levado diante do Papa. Mas Sixto V, em vez de castigá-lo, o recompensou concedendo-lhe o privilégio de içar a bandeira do Vaticano no navio dele.
Também foi concedido a ele e a seus herdeiros, o direito de vender com, exclusividade, palmas do Domingo
de Ramos na Praça de São Pedro.
E desde muitos séculos, os descendentes dele continuam tendo essa prerrogativa papal de fornecer ramos de palmeiras na praça.
Placa do Obelisco Egípcio na Praça de São Pedro, de 1586
Aqua alle funni!
Grito dado em dialeto genovês e convertido em símbolo contra o poder.
Utilizado para ressaltar a coragem  e a valentia de alguém contra a prepotência, 
antepondo o bem comum ao próprio risco, sem se importar com consequências pessoais....Muito raro hoje em dia!
Símbolo do poder medieval, ano 37, preservado na Praça de São Pedro.







domingo, 31 de março de 2013

PADRES DA PARÓQUIA DE APODI - DE 1766 ATÉ OS DIAS ATUAIS


         Analisando  minuciosamente  as biografias  dos  sacerdotes  que  pastorearam  o  hospitaleiro  e  bondoso povo de Apodi, restou comprovado  que  raríssimos foram  os  que não  demonstraram  profunda  afeição  ao  seu  rebanho  espiritual.  Curaram  a  Freguesia com  a  mesma  abnegação  dos  discípulos  de  Jesus  Cristo.  Virtuosos  na  profissão  de  fé, empreenderam  verdadeiras  cruzadas  em busca  de  melhores  dias  para  seus  paroquianos.  Vejamos  a  relação  destes  venerandos  sacerdotes, desde  a  criação da  paróquia até os  dias  atuais:
          *  Padre  João  da  Cunha   Paiva .................................... 1766 -  1776.
           *  Padre  Jerônimo  Teixeira  Ribeiro................................ 1776 -  1779.
           *  Padre  Joaquim  José   Teixeira ................................... 1779 -  1784.
           *  Padre  Francisco  Xavier de Souza  Carvalho.................. 1784 - 1785.
           *  Padre  José  de  Jesus  Barreto...................................... 1785 - 1786.
           *  Padre  João  Rodrigues  Corrêia..................................... 1786.
           *  Padre  Manoel  de  Jesus  Barreto................................... 1786 -  1787.
           *  Padre  Manoel  Corrêia  Calheiros  Pessoa....................... 1787 -  13.07.1802.
           *  Padre  Antonio  Manoel  de  Souza.................................. 1802 -  02.02.1809.
           *  Padre  José  Joaquim  de  Santana.................................. 1809 -  1810.
           *  Padre  José  Pereira  da  Ponte.......................................  1810  - 1813.
           *  Padre   Faustino Gomes de Oliveira.................................  1813  - 1856.
           *  Padre   Florêncio  Gomes de  Oliveira..............................  1856  - 1857.
           *  Padre   Manoel  José  Rodrigues  da Silva........................  1857  - 1859.
           *  Padre   Clementino  José  Fernandes...............................  1859  - 1866.
           *  Padre   Antonio  Dias  da  Cunha.....................................  1866  - 1900.
           *  Padre   José  Antonio da  Silva  Pinto...............................  1900  - 1902.
           *  Padre   Aristides  Ferreira  da  Cruz................................   1902  - 1903.
           *  Padre   Moisés  Ferreira  do  Nascimento..........................  1903  - 1904.
           *  Padre   Lúcio  Gomes  Gambarra......................................  1904  - 1907.
           *  Padre   José  Nunes  de  Sá.............................................  1907  - 1910.
           *  Padre   Elesbão  Gurgel...................................................  1911  - 30.01.1912.
           *  Padre   José  Soares........................................................ 1912.
           *  Padre   Misael  de  Carvalho.............................................  1912  -  1914.
           *  Padre   Esmerino  Gomes  da  Silva...................................  04.04.1914 - 1916.
           *  Padre   Benedito  Basílio  Alves........................................... 1916 -  1928.
           *  Padre   Fortunato  Aranha  Arêa  Leão................................ 1929  - 1930.
           *  Padre   José  Gregório  Júnior............................................. 1931.
           *  Padre   Nathanael  de  Medeiros.........................................  1931  -  1933.
           *  Padre   Raimundo  Leão  de  Moura....................................  1933  -   1935.
           *  Padre   Benedito  Sabóia  de  Castro..................................   1935  -   1936.
           *  Padre   José  Wagner......................................................... 1936  -   1937.
           *  Padre   Benedito  Sabóia  de  Castro.................................... 1937  -   1938.
           *  Padre   Renato  Menezes.................................................... 1939  -   1951.
           *  Padre   Ismar  Fernandes................................................... 1951.
           *  Padre   Padre  José  Aires................................................... 1952.
           *  Padre   Ismar   Fernandes..................................................  1953  -  1954.
           *  Padre   José  do  Vale.........................................................  1955  -  1958.
           *  Padre   Militino  Leite  da  Cunha.........................................   1958.
           *  Padre   Flávio  Jerônimo  do  Nascimento..............................  1959.
           *  Padre   Militino  Leite  da  Cunha..........................................  1959.
           *  Padre   Hamílcar  Mota  da  Silveira......................................  1960  -  1964.
           *  Padre   Adriano  Hoogebon  s.c.j.  .......................................   1964 -   1965.
           *  Padre   Manoel  Balbino da  Silva...........................................  1965.
           *  Padre   Pedro  Neefs   s.c.j.   ...............................................   1965  -  1969.
           *  Padre   André  Demartelaere ................................................   1970 -   1972.
           *  Padre   Manoel  Balbino  da  Silva .........................................   1973.
           *  Padre   Felipe  Werter   s.c.j   ..............................................   1974  -  1977.
           *  Padre   Cornélio  Overgaag  s.c.j.  .......................................    1977.
           *  Padre   Theodorus  Johannes  s.c.j.  .....................................   1983  -  2010.
           *  Padre   Maciel Rodrigues da Silva ........................................   2010  -  ........
  
        Os  Padres  que  curaram  a  Paróquia  de  Apodi  assumiam,  ora  com  o  termo  de  Vigário "Encarregado", ora  como  Vigário  Interino, ora  como  Vigário  Colado. (FONTE: Vide  livro "A  DIOCESE  DE  MOSSORÓ" - autor: REINALDO  DE  LA  PAZ).

domingo, 24 de março de 2013

PREFEITOS DE APODI NOMEADOS E ELEITOS DE 1833 A 2013

Palácio Francisco Pinto

01-Capitão João Nogueira de Lucena Silveira   1833
02-Major José Sulpino Paes Botão                   1890
03-Francisco Leonardo Freira da Silveira          15/09/1890
(1ª Eleição Republicana)
04-Coronel Antonio Ferreira Pinto                     1897a1909
05-Coronel João Jásimo de Oliveira Pinto          1909
06-Coronel João de Brito Ferreira Pinto             1911
07-Coronel Francisco Diógenes Paes Botão     1914
08-Eliseo Ferreira Pinto                                      1914
09-Francisco Ferreira Pinto                                1924
10-Francisco Ferreira Pinto                               1928
11-Francisco Ferreira Pinto                               01/01/1929
12-Cosme Lemos                                               09/10/1930
13-Tilon Gurgel                                                  30/10/1930
14-Tenente Solon Andrade de Araujo                 06/05/1931
15-Sebastião Sizenando de Sena e Silva            26/09/1932
16-Benedito Dantas Saldanha                             10/01/1933
17-Luis Ferreira Leite                                          24/07/1933
18-Tenente Abílio Campos                                  17/07/1934
19-Adrião Bezerra de Menezes                           12/11/1935
20-Lucas Pinto                                                    02/02/1936
21-Lucas Pinto                                                    01/08/1937
22-Lucas Pinto                                                    27/12/1937
23-Orígenes Monte                                             23/09/1940
24-Major Joaquim Teixeira de Moura                 25/03/1944
25-Luis Sulpino de Silveira junior                        27/05/1945
26-José Mozart Menescal                                   28/11/1945
27-Lucas Pinto                                                   19/03/1946
28-Francisco Holanda Cavalcante                      22/04/1948
29-José da Silveira Pinto                                     31/03/1953
30-João Pinto                                                     31/03/1958
31-Izauro Camilo de Oliveira                              31/03/1963
32-Valdemiro Pedro Viana                                 31/03/1969
33-Izauro Camilo de Oliveira                              21/01/1973
34-Valdemiro Pedro Viana                                 31/01/1977
35-Hélio Morais Marinho                                    31/01/1983
36-Ivo Freire de Araújo                                      21/03/1985
37-Simão Nogueira Neto                                    01/01/1989
38-José Pinheiro Bezerra                                    01/01/1993
39-Evandro Marinho de Paiva                             01/01/1997
40-José Pinheiro Bezerra                                    01/01/2001
41-José Pinheiro Bezerra                                    01/01/2005
42-Maria Gorete da Silveira Pinto                        01/01/2008
43-Flaviano Moreira Monteiro                               01/01/2013

CENTRO HISTÓRICO – CULTURAL TAPUIAS PAIACUS DA LAGOA DO APODI-CHCTPLA

    Relatório da Viagem a Viçosa, realizada no Domingo, dia 10 de Março de 2013, na responsabilidade da Pesquisadora Lucia Tavares e dos senhores Tarcílio Torres e Raimundo Torres.

    O objetivo principal da viagem foi ver o local onde foram mortos brutalmente cerca de 70 Índios Tapuias Paiacus, em sua maioria jovens.
Vejamos as fotos, com algumas descrições dos locais, os quais visitamos na referida data:
 Inicio da estrada que nos levou ao local onde os Tapuias Foram assassinados.
 Um fato curioso: Segundo o Sr. Francisco Vileno,
 neste local, o esposo matou a mulher- esta era índia. 
 Local onde está sepultada a mulher indígena que o próprio marido degolou. 
Antiga estrada entre Viçosa e Portalegre-Rn. Local por onde passaram os 70 Tapuias Paiacus, 
em direção a Cadeia de Natal- Lucia Tavares, Raimundo Torres e seu Francisco Vileno- Nosso Guia. 
Riacho em Viçosa- RN. Local próximo a serra de Portalegre
Foto em 10.03.2013- Pesquisadora Lucia Tavares e Tarcilio Torres.
Antiga estrada entre Viçosa e Portalegre-Rn. Local por onde passaram os 70 Tapuias Paiacus 
com destino a cadeia de Natal. Porém, os mesmos foram brutalmente assassinados logo à frente.
 Percebe-se a esquerda, a serra de Portalegre.
 É exatamente neste local, onde estão sepultados os jovens Tapuias Paiacus- filhos do nosso querido Apodi. Estes foram brutalmente assassinados no dia 03 de Novembro de 1825. ( Conforme consta nos manuscritos de 1910, do nosso Historiador Nonato Mota)- bisavó de nosso amigo Antônio Praxedes Filho.
 Demarcação do local onde estão sepultados os Tapuias Paiacus do nosso Apodi.
Segundo seu Francisco Vileno, o dono dessas terras nunca permitiu que plantasse ou realizasse qualquer atividade na mesma, pois falava que neste local estavam enterrados os índios.
Local de difícil acesso.
Observação: Convém ressaltar que, da Rn  a este local da foto,  é cerca de 6 Km. 
Pesquisadora Lucia Tavares com peça lítica fabricada e utilizada pelos Tapuias Paiacus que estiveram no local. 
Peças líticas encontradas na visita ao Município de Viçosa-Rn, realizada em 10 de Março de 2013.
 Tarcilio Torres, Lucia Tavares, a senhora Maria do Socorro da Silva, esposa do Sr. Francisco Vileno.
Pesquisadora Lucia Tavares, Raimundo Torres, a senhora Maria do Socorro da Silva-esposa do Sr. Francisco Vileno.
Agradecemos ao Sr. Francisco Vileno, por nos ajudar nesta importante missão de resgatar a história dos nossos antepassados.  A ele, e a muitos outros, que tem se dedicado, de forma  totalmente voluntária, e nos ajudado tanto, na busca desse nosso objetivo, recebam os mais sinceros agradecimentos, em nome de todos  que fazem o 
CENTRO HISTÓRICO – CULTURAL TAPUIAS PAIACUS DA LAGOA DO APODI-CHCTPLA                    

domingo, 17 de março de 2013

TRIBUTO AO HISTORIADOR VALTER DE BRITO GUERRA.

       O município  de  Apodi  é  detentor  da  emblemática  realidade  de  ser  e  ter sido  berço  de  exponenciais  figuras  culturais  e  artísticas.  Desnecessário  elencar  o  vasto  rol  dessas  personalidades  do  pretérito  e  do  presente.  Analisando-se  com  acuidade  todos  os  historiadores  conterrâneos que  perlustraram  o  venerando  chão  da  pesquisa, delineando  perfís  personalísticos  de   pessoas  que  dignificaram  os  anais  da  história  Apodiense, restará  comprovado que todos  eles  foram  detentores  de  hábitos  recatados  e  estilos  sóbrios, avessos  à  badalações  e  ao  incenso.  O  abnegado  e  profícuo  historiador  VALTER  DE  BRITO  GUERRA  foi  uma  dessas  exponenciais  figuras.  Deus  conferiu-lhe  extraordinários  dotes  de espírito, evidenciados  na  suave  conversação, no trato  afável, na  discrição  sem  malícia, no arrojo  sem  ruído, na  singular  constância  do  bem.
          Quando  investido  em funções  de  mando  sempre  dispunha  com  suavidade.  Cumpria  sem estrondo  e  executava  com  acerto.  Ao primeiro  contato  com  ele,  observava-se    a  mansuetude dos  homens  de  bem  como  característica  peculiar, intrínseca.  Não era  um  espírito  simplesmente  contemplativo, posto que  ocupava-o  o  lado  prático,a  aplicação  possível  das  metas  a  serem  objeto  de  êxitos.  À  exemplo  do   intelectual  conterrâneo  JOSÉ  MARTINS DE VASCONCELOS,  foi  poeta, contista, romancista, historiador  e genealogista, sendo  certo que  não  chegou a  publicar  trabalhos de  cunho  genealógico.  Dotado  de  inteligência  ímpar, com  a  tenra  idade  de  dez  anos, foi   o  responsável  pela  elucidação  da  autoria  material  do  assassinato  do  líder  político  Coronel  FRANCISCO  FERREIRA  PINTO,  trágico  fato  ocorrido  às  20:30  hs.  do  dia  02  de  Maio  de  1934.  Aos  primeiros  albores  do   dia  seguinte, pessoas  designadas  pelo então  Delegado  de  Polícia   efetuaram  serviços  de  rastejamento   do  cavalo  utilizado  pelo  assassino, tendo  sido apreendido  o  animal    e  conduzido  para  o  terreno  amurado  do  prédio  da  Intendência  Municipal, que  é  o   mesmo  prédio  da  atual  Prefeitura  Municipal.  Ao  ver  o  ajuntamento  de  pessoas  defronte  à  Delegacia  de  Polícia, que   procuravam  descobrir  a  quem  pertencia  o   cavalo, dirigiu-se  para  lá, onde  reconheceu, de  pronto, o  cavalo  do  ex-guarda  civil  Roldão  Maia, cujo  animal  ele  sempre  cuidava  quando  Roldão  visitava  Apodi, no que  recebia  gorjetas  para  banhá-lo  na  lagoa  e  colocá-lo  para  pastar  na  margem.   De forma sutil, o  menino  Valter  chamou  o  Delegado  para  falar-lhe  em  particular, ocasião  em  que  afirmou  ter  certeza  do  real  dono  do  citado  animal.  Informação  importante  que  propiciou   condições  imediatas  para  início  do competente  Inquérito  Policial.
               Descendia  de  tradicionais  famílias  do  Rio  Grande  do  Norte  -  PINTO  e  BRITO  GUERRA,  e  do  Ceará, especificamente  de  Aracatí  -  BEZERRA  DE  MENEZES,  através  do  patriarca  JOAQUIM  BEZERRA  DE  MENEZES (Aracati-1835/Apodi-13.04.1904).  Valter  nasceu  dentro  desse  manancial  histórico,  a  12  de Agosto  de  1923, em uma  residência  vizinha  à  Casa  Paroquial, na  Rua  N. Sra. da  Conceição. Filho  do  Advogado  Provisionado  Carlos  Borromeu   de Brito  Guerra  e  de  Maria  Bezerra  Guerra.  Casou  com  sua  prima  Antonia  Lopes, filha  do  líder  político  e  farmacêutico  Antonio   Lopes  Filho  e  de  Armandina  de  Góis  Lopes,  deixando  honrada  e  profícua  prole.
                 A  sua  estirpe  genealógica  evidencia  a  particularidade  de   ter  sido  bisneto (Lado paterno)  de  dois  Deputados  Provinciais do  RN (cargo  atual  de  Deputado  Estadual)  Os  Coronéis  patenteados  da  Guarda  Nacional  ANTONIO  FERREIRA  PINTO (1832-1909)  e  LINO  CONSTÂNCIO  DE  BRITO  GUERRA (1846-1932).  Lino  era casado  com sua  tia  materna  Maria Idalina de  Oliveira, e  era   filho  legítimo  do  Conselheiro  do   Império  e  Barão  do   Assu  Luis  Gonzaga  de  Brito  Guerra e de  Mafalda  Gomes  de  Freitas.  
             Em  uma  incursão  que  fiz  no  livro "ALFERES  TEÓFILO  OLEGÁRIO DE  BRITO   GUERRA  -  UM  MEMORIALISTA  ESQUECIDO" -  de  autoria  do  renomado  historiador  Raimundo  Soares  de  Brito -  Coleção  Mossoroense - Vol. CXXXII  - Ano  1980 ",  e  andanças  pelos  meus  alfarrábios,  pude traçar  o  seguinte  tratado  genealógico  dos  "BRITO  GUERRA", até  o  nosso  homenageado.  Vejamos:
              JOSÉ  DANIEL  DE  LIRA -  Casou  com  OLÍMPIA DE  MENEZES  CORREIA  DA  CUNHA,  e  foram  pais  de:
  F.01-  MANOEL  DA  ANUNCIAÇÃO  LIRA -  Casou  com  ANA  FILGUEIRA  DE  JESUS,  filha   do  Capitão  Manoel  Carneiro  de  Freitas  e   Delfina   Filgueira  de   Jesus.   Foram  pais  de:
            N.01- SIMÃO  GOMES  DE  BRITO (1790-1827)  -  Casou a  12.01.1814  com  MARIA  MADALENA  DE  MEDEIROS (Do  Seridó) filha  de  Manoel  Antonio  Dantas  Corrêia (1769-1840)  e  Maria  José  de  Medeiros. Foram  pais  de:
            BN.01-  LUIS  GONZAGA  DE  BRITO  GUERRA (1818-1896) - Casou  em  primeira  núpcias  com  MARIA  MAFALDA  DE  OLIVEIRA,  filha  do  Tenente-Coronel  Antonio  Francisco  de  Oliveira (1772-1871)  e  de  Mafalda  Gomes  de  Freitas. Foram  pais  de:
             TN.01-  LINO  CONSTÂNCIO  DE  BRITO   GUERRA (23.09.1846/13.05.1932)  -  Casou  com  MARIA  IDALINA  DE  OLIVEIRA,  filha  do  Tenente-Coronel  Antonio  Francisco  de  Oliveira  e  D.  Quitéria  Ferreira de  São Luís (1822-1897). Antonio  e  Quitéria (natural  de  Aracati-CE)  são  troncos  genealógicos  dos muitos  GURGEL  GUERRA, BRITO GUERRA, GURGEL  DE  OLIVEIRA  e  GURGEL  DE  BRITO.   Foram  pais  de:
              QN.01- DOMINGOS  ERNESTO  DE  BRITO  GUERRA (1866-1912). Casou  com  d.  MARIA CLARA  FERREIRA  PINTO, filha  do  Coronel  Antonio  Ferreira  Pinto e  dona  Claudina  Pinto.   Foram  pais  de:
              PN.01- CARLOS  BORROMEU  DE  BRITO  GUERRA (Carlinho/Carrim -  1893-1965) -  Casou  com  Maria  Bezerra  de   Menezes, filha de  Adrião  Bezerra de  Menezes  e  de  Francisca  Cândida  de  Noronha.  Foram  pais  de:
              HN.01- VALTER  DE  BRITO  GUERRA  -  Casou  em primeira  núpcias  com  Antonia  Nair  Lopes,  filha  de  Antonio  Lopes  Filho  e  de  Armandina  de  Góis  Lopes.  Casou  em  segunda  núpcias  com  ZILMAR  MOURA,  e  são  pais  de: (Dentre  outros):
              SN.01- DJAÍNE  GUERRA -  Funcionária  Pública  do  Estado  do  Ceará.  Tem   curso  superior  concluído  em  Mossoró-RN.  Á  exemplo  do  pai, é  dotada  de  vasto  cabedal  de  inteligência.

                   Quando  faleceu  o renomado historiador  CÂMARA  CASCUDO  perguntaram:  E  Agora ? A quem iremos  perguntar  sobre  a  vasta  história  do  RN ?  Nesse  mesmo  diapasão  pergunto:  E  agora, que  estão  evolados  os  laboriosos  e profícuos  historiadores  conterrâneos  JOSÉ  LEITE  e  VALTER  DE  BRITO  GUERRA,  a  quem  iremos  perguntar  sobre  a  densa  historiografia  da  vetusta  Ribeira  do  Apodi ?.

Marcos Pinto.

 Apodi  de  São  João  Batista  e  Nossa  Senhora  da  Conceição, aos  16  de  Março  de  2013.