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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
CANGAÇO NO RIO GRANDE DO NORTE - A HISTÓRIA QUE NÃO FOI CONTADA (II).
Quando um dia se fizer um acurado levantamento de fatos considerados históricos, atinentes à investida de Lampião e seu bando ao Rio Grande do Norte, restará provado e comprovado que muitas pessoas que viveram a contemporaneidade desses fatos, incorreram em voluntariosa omissão, negando-se a darem seus depoimentos a pesquisadores/historiadores, cujos depoimentos seriam de suma importância para o cotejo das provas. Esquivaram-se sob a pusilânime assertiva de que omitiam-se "por medida de cautela, ocultando evidências que, segundo suas pérfidas óticas, seria natural em quem revolve acontecimentos de ontem, com perspectivas hodiernas de trazer à tona fatos adrede combinados para serem "guardados à sete chaves", como se diz no sertão.
A partir do ano de 1915 foi instalado o clima de terror no município de Apodi, quando aportaram em Apodi os truculentos Srs. Martiniano de Queiroz Porto, oriundo da serra do Pereiro, no Ceará, e Juvêncio Augusto Barrêto, ambos trazendo seus jagunços, geralmente composto por celerados fugitivos da Justiça. Martiniano fixou residência na cidade, onde comprou um prédio residencial assobradado, onde escondia seus capangas. Juvêncio oriundo da cidade de Martins, onde renunciara ao cargo de Vereador, tendo se instalado em uma fazenda que comprara e que era denominada de "Unha de Gato", onde transformou em coito para vários cangaceiros, destacando-se Massilon Leite e Júlio Porto, então adolescente criado por Martiniano Porto. O nome civil de Júlio era Júlio Santana de Melo, tendo adotado o sobrenome Porto em homenagem à Martiniano Queiroz Porto. A vinda desses dois virulentos senhores para o Apodi deu-se em atendimento ao convite feito por Felipe Guerra e seu cunhado Tilon Gurgel, para cerrarem acirrada oposição política ao Coronel João Jázimo Pinto.
Um fato que corrobora o gênio irascível e virulento do Sr. Felipe Guerra atrela-se à minudência de que, em toda sua trajetória de Juiz de Direito e de Desembargador passou mais tempo em disponibilidade do que mesmo no exercício da função judicante. Formou-se uma trinca sinistra no judiciário estadual, com atuação na região Oeste do estado, composta pelos truculentos Juízes de Direito Horácio Barrêto,(Sobrinho de Juvêncio Barreto) que ocupou a comarca de Pau dos Ferros, no período 1901-1915, onde casou com uma moça da família Diógenes, Felipe Guerra,
José Fernandes Vieira (genro de Martiniano Porto) e João Francisco Dantas Sales. Os ânimos desse conluio de Magistrados foram acirrados com a investidura de Ferreira Chaves no governo estadual para o período 1914-1919, sendo certo que em 1919 Ferreira Chaves promoveu para Desembargadores os magistrados Horácio Barreto, sobrinho de sua esposa Alexandrina Barreto, e Felipe Guerra, que por sua vez convidou o seu amigo íntimo o Juiz de Direito João Francisco Dantas Sales para ocupar a Comarca do Apodi, consumando um plano adrede traçado para que este Juiz perseguisse a harmoniosa e pacífica hoste política da tradicional família PINTO, comandada pelos Coronéis João Jázimo Pinto e seu genro Coronel Francisco Pinto. Felipe Guerra era casado com uma irmã do não menos truculento Tilon Gurgel.
O período da titularidade do Juiz João Francisco Dantas Sales (1922-1925) transformou a região do Apodi em palco de toda sorte de atentados à integridade física e à propriedade privada. Esse magistrado transformou sua residência em coito para os celerados Benedito Saldanha e seu irmão Quinca Saldanha, famosos chefe de grupo de cangaceiros instalados em Caraúbas, em sua fazenda denominada de "Setúbal". O douto Juiz chegou ao disparate de acoitar em sua residência a um arruaceiro de nome Manoel Elias de Lima, que acabara de praticar uma tentativa de homicídio dentro do mercado público de Apodi, quando alvejara com um tiro de revólver o cidadão Vicente Gomes de Oliveira. Observava-se às escâncaras o conúbio criminoso-protetivo existente entre o Juiz João Dantas Sales e os Chefes de cangaceiros Décio Holanda/Tilon Gurgel, Martiniano Porto/Juvêncio Barrêto, Benedito Saldanha/Quinca Saldanha.
Há um fato emblemático contido no Processo-Crime de Nº 486/1925,(Comarca de Apodi) em que aparece como indiciado o celerado Décio Holanda , cujo nome civil era Décio Sebastião de Albuquerque, e que representa um liame com o ataque de Lampião e seu grupo à Mossoró. Trata-se do depoimento do respeitável cidadão Vicente Gomes de Oliveira, prestado a 03.05.1925, que dentre outras arguições, afirmou: " Que é público e notório nesta cidade do Apodi, que Décio Sebastião de Albuquerque comprou em Mossoró dois mil cartuchos com balas para rifle e que estão depositadas em sua propriedade "Pedra das Abelhas" neste município. Na época correram rumores que a compra do arsenal bélico feita pelo Décio fora intermediado por Felipe Guerra e Jerônimo Rosado. Que Décio tem em sua casa de residência, na residência de seu sogro Tilon Gurgel e na casa de Belarmino de Tal, tudo na mesma propriedade "Pedra das Abelhas" e em sua outra propriedade denominada "Pacó" grande quantidade de armamentos e mais munições para o fim de atacar com cangaceiros os habitantes desta cidade amigos políticos do Coronel João Jázimo, ao própiro Cel. João Jázimo, atacando simultaneamente a força pública mandada pelo governador do estado para manter a ordem nesta cidade".
Como o Juiz João Dantas Sales soube no mesmo dia 03 de Maio que o então Delegado Especial Capitão Jacinto Tavares Ferreira ouvira em depoimento o Sr. Vicente Gomes de Oliveira, e que nesse mesmo dia o dito Delegado mandara lavrar Auto de Busca e Apreensão a ser cumprida por um efetivo policial composto por 40 praças e um Sargento no dia seguinte , enviou mensageiro especial para a fazenda "Pedra das Abelhas" avisar aos bandoleiros Décio Holanda e Tilon Gurgel, que neste mesmo dia enviaram o arsenal em comboio animal para a fazenda dos celerados Benedito e Quinca Saldanha, em Caraúbas. O certo é que, efetivamente a 04 de Maio de 1925 a tropa policial dirigiu-se para "Pedra das Abelhas", onde no lugar conhecido como "Saco do barro" houve o confronto entre a jagunçada de Décio Holanda/Tilon Gurgel, evento que inserí nos anais históricos como tendo sido O FOGO DE PEDRA DE ABELHAS, cujo relato foi objeto de artigo publicado em plaquete, pela Coleção Mossoroense, e no Blog "Honoriodemedeiros.blogspot.com".
A fidagal amizade existente entre Felipe Guerra e Jerônimo Rosado remonta ainda ao ano de 1907, quando cerraram fileiras em Mossoró com o Coronel Vicente Sabóia de Albuquerque (parente de Décio) na luta pela implantação do ramal ferroviário Porto Franco - Mossoró. Em Setembro de 1926 o então Desembargador Felipe Guerra foi posto em disponibilidade, quando então retornou à Mossoró para assessorar o amigo Jerônimo Rosado. Nasceu aí o complô para a vinda de Lampião à Mossoró, com o fito único de eliminar o Prefeito Rodolfo Fernandes e proporcionar a volta do Jerônimo Rosado ao poder municipal. Jerônimo Rosado havia sido Presidente da Intendência Municipal de Mossoró (cargo que em Agosto de 1926 passou a ser denominado de
Prefeito) , tendo como Vice-Presidente (Vice-Prefeito) o Dr. Antonio Soares Júnior, médico e genro de Felipe Guerra.
Lembro-me que o meu avô paterno Aristides Ferreira Pinto,(1907-1975) que era irmão legítimo do Coronel Francisco Pinto,(1895-1934) contou-me pormenores da carta enviada pelo irmão ao seu parente Rodolfo Fernandes, informando, dentre outros detalhes, que soubera por fonte fidedigna, de que o arsenal comprado por Décio Holanda em Mossoró no ano de 1925, fora transferido em comboio animal noturno, da fazenda dos Saldanha em Caraúbas, para a fazenda "Bálsamo", de Décio Holanda, encravada na serra do Pereiro, no Ceará. Nos depoimentos dados em Pau dos Ferros pelos cangaceiros MORMAÇO E BRONZEADO foram unânimes em afirmarem que Lampião passou mais de um mês acoitado com o seu bando entre as fazendas de Décio Holanda e seu primo Zé Cardoso, preparando-se para o ataque à Mossoró, e que Lampião recebera de Décio e Zé Cardoso dois mil cartuchos com balas para rifle.
Em uma das edições do Jornal mossoroense "Correio do Povo" consta um comunicado de que o chefe de cangaceiros Benedito Saldanha, dias depois do ataque de Lampião à Mossoró, telegrafara ao então Chefe de Polícia do estadual Dr. Benício Filho (Manuel Benício de Melo Filho) informando que o cangaceiro Coqueiro, que fora um dos cangaceiros que atacara Mossoró, fora morto em sua fazenda "Várzea Grande", proximidades da
cidade de Limoeiro do Norte, em confronto com a policia cearense. Soube-se depois que o mesmo fora morto por cangaceiros de Benedito Saldanha, cumprindo o costumeiro processo de "Queima de Arquivo".
Para maiores esclarecimentos acerca do ataque lampionesco à Mossoró, sugiro a leitura do Blog "honoriodemedeiros.blogspot.com (No ítem CORONELISMO) e adquirir por compra o memorável e elucidativo livro "MASSILON" , de autoria do profícuo e renomado historiador do cangaço Honório Medeiros.
A partir do ano de 1915 foi instalado o clima de terror no município de Apodi, quando aportaram em Apodi os truculentos Srs. Martiniano de Queiroz Porto, oriundo da serra do Pereiro, no Ceará, e Juvêncio Augusto Barrêto, ambos trazendo seus jagunços, geralmente composto por celerados fugitivos da Justiça. Martiniano fixou residência na cidade, onde comprou um prédio residencial assobradado, onde escondia seus capangas. Juvêncio oriundo da cidade de Martins, onde renunciara ao cargo de Vereador, tendo se instalado em uma fazenda que comprara e que era denominada de "Unha de Gato", onde transformou em coito para vários cangaceiros, destacando-se Massilon Leite e Júlio Porto, então adolescente criado por Martiniano Porto. O nome civil de Júlio era Júlio Santana de Melo, tendo adotado o sobrenome Porto em homenagem à Martiniano Queiroz Porto. A vinda desses dois virulentos senhores para o Apodi deu-se em atendimento ao convite feito por Felipe Guerra e seu cunhado Tilon Gurgel, para cerrarem acirrada oposição política ao Coronel João Jázimo Pinto.
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| TILON GURGEL |
José Fernandes Vieira (genro de Martiniano Porto) e João Francisco Dantas Sales. Os ânimos desse conluio de Magistrados foram acirrados com a investidura de Ferreira Chaves no governo estadual para o período 1914-1919, sendo certo que em 1919 Ferreira Chaves promoveu para Desembargadores os magistrados Horácio Barreto, sobrinho de sua esposa Alexandrina Barreto, e Felipe Guerra, que por sua vez convidou o seu amigo íntimo o Juiz de Direito João Francisco Dantas Sales para ocupar a Comarca do Apodi, consumando um plano adrede traçado para que este Juiz perseguisse a harmoniosa e pacífica hoste política da tradicional família PINTO, comandada pelos Coronéis João Jázimo Pinto e seu genro Coronel Francisco Pinto. Felipe Guerra era casado com uma irmã do não menos truculento Tilon Gurgel.
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| FELIPE GUERRA |
Há um fato emblemático contido no Processo-Crime de Nº 486/1925,(Comarca de Apodi) em que aparece como indiciado o celerado Décio Holanda , cujo nome civil era Décio Sebastião de Albuquerque, e que representa um liame com o ataque de Lampião e seu grupo à Mossoró. Trata-se do depoimento do respeitável cidadão Vicente Gomes de Oliveira, prestado a 03.05.1925, que dentre outras arguições, afirmou: " Que é público e notório nesta cidade do Apodi, que Décio Sebastião de Albuquerque comprou em Mossoró dois mil cartuchos com balas para rifle e que estão depositadas em sua propriedade "Pedra das Abelhas" neste município. Na época correram rumores que a compra do arsenal bélico feita pelo Décio fora intermediado por Felipe Guerra e Jerônimo Rosado. Que Décio tem em sua casa de residência, na residência de seu sogro Tilon Gurgel e na casa de Belarmino de Tal, tudo na mesma propriedade "Pedra das Abelhas" e em sua outra propriedade denominada "Pacó" grande quantidade de armamentos e mais munições para o fim de atacar com cangaceiros os habitantes desta cidade amigos políticos do Coronel João Jázimo, ao própiro Cel. João Jázimo, atacando simultaneamente a força pública mandada pelo governador do estado para manter a ordem nesta cidade".
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| CANGACEIROS FAZEM POSE PARA FOTOGRAFIA |
A fidagal amizade existente entre Felipe Guerra e Jerônimo Rosado remonta ainda ao ano de 1907, quando cerraram fileiras em Mossoró com o Coronel Vicente Sabóia de Albuquerque (parente de Décio) na luta pela implantação do ramal ferroviário Porto Franco - Mossoró. Em Setembro de 1926 o então Desembargador Felipe Guerra foi posto em disponibilidade, quando então retornou à Mossoró para assessorar o amigo Jerônimo Rosado. Nasceu aí o complô para a vinda de Lampião à Mossoró, com o fito único de eliminar o Prefeito Rodolfo Fernandes e proporcionar a volta do Jerônimo Rosado ao poder municipal. Jerônimo Rosado havia sido Presidente da Intendência Municipal de Mossoró (cargo que em Agosto de 1926 passou a ser denominado de
Prefeito) , tendo como Vice-Presidente (Vice-Prefeito) o Dr. Antonio Soares Júnior, médico e genro de Felipe Guerra.
Lembro-me que o meu avô paterno Aristides Ferreira Pinto,(1907-1975) que era irmão legítimo do Coronel Francisco Pinto,(1895-1934) contou-me pormenores da carta enviada pelo irmão ao seu parente Rodolfo Fernandes, informando, dentre outros detalhes, que soubera por fonte fidedigna, de que o arsenal comprado por Décio Holanda em Mossoró no ano de 1925, fora transferido em comboio animal noturno, da fazenda dos Saldanha em Caraúbas, para a fazenda "Bálsamo", de Décio Holanda, encravada na serra do Pereiro, no Ceará. Nos depoimentos dados em Pau dos Ferros pelos cangaceiros MORMAÇO E BRONZEADO foram unânimes em afirmarem que Lampião passou mais de um mês acoitado com o seu bando entre as fazendas de Décio Holanda e seu primo Zé Cardoso, preparando-se para o ataque à Mossoró, e que Lampião recebera de Décio e Zé Cardoso dois mil cartuchos com balas para rifle.
Em uma das edições do Jornal mossoroense "Correio do Povo" consta um comunicado de que o chefe de cangaceiros Benedito Saldanha, dias depois do ataque de Lampião à Mossoró, telegrafara ao então Chefe de Polícia do estadual Dr. Benício Filho (Manuel Benício de Melo Filho) informando que o cangaceiro Coqueiro, que fora um dos cangaceiros que atacara Mossoró, fora morto em sua fazenda "Várzea Grande", proximidades da
cidade de Limoeiro do Norte, em confronto com a policia cearense. Soube-se depois que o mesmo fora morto por cangaceiros de Benedito Saldanha, cumprindo o costumeiro processo de "Queima de Arquivo".
Para maiores esclarecimentos acerca do ataque lampionesco à Mossoró, sugiro a leitura do Blog "honoriodemedeiros.blogspot.com (No ítem CORONELISMO) e adquirir por compra o memorável e elucidativo livro "MASSILON" , de autoria do profícuo e renomado historiador do cangaço Honório Medeiros.
(Por Marcos Pinto).
CANGAÇO NO RIO GRANDE DO NORTE - A HISTÓRIA QUE NÃO FOI CONTADA (I).
Em um dos inúmeros Seminários promovidos para debater a história do cangaço, com ênfase para seus protagonistas, ouvi , de renomados estudiosos desse truculento capítulo da historiografia nordestina, que ainda há muitos episódios e facetas envoltos em abissal mistério. Constata-se, à exaustão, voluntariosas e inconsistentes omissões quanto à divulgação em livros ou em artigos esparsos. As narrativas equilibram-se de acordo com as
circunstâncias e tendências em conflito. São raros os historiadores/pesquisadores que evidenciam e deixam uma lição de coragem e exemplo de independência, gestos ratos numa época de subserviências e fraquezas éticas. Foram/são homens de diretrizes certas e vontades próprias, sob a tutela das quais neutralizam os velhos vícios
do mandonismo e do arbítrio. Custeiam, com recursos próprios, as suas publicações em livros e opúsculos, para não fazer como tantos que se atêm com deturpação dos fatos e distorção da história. Já é perceptível o surgimento de um segmento entre os pesquisadores sobre o cangaço, que exorcizam fatos históricos entregues ao olvido. À esses, rendo o meu preito de admiração e respeito, inexpugnáveis.
Os capítulos lacunosos correm num estuário de espanto e de mistérios. Transbordam pelas barreiras do passado, para espraiarem na planície da concretude histórica. No desiderato da pesquisa histórica, é imprescindível que se mantenha uma imparcialidade quase sobre-humana, na apreciação dos fatos e dos homens. Escoimando-se os fatos deliberadamente circunscritos ao olvido e a um silêncio sepulcral. Ainda visualiza-se a predominância de uma perspectiva de certo modo sombria e preocupante para algumas famílias que tiveram alguns dos seus membros em ativa participação no processo de articulação para a vinda de Lampião e seu bando às plagas citadinas da região Oeste potiguar. É certo, que as nuances dos ataques banditícios à cidade de Apodi (10.05.1927) e à Mossoró (13.06.1927) reúnem perspectivas históricas inéditas, factuais e cronológicas, exaltadoras de minudências que configuram-se em instigante libelo-crime acusatório. Isso, sem falar em provas documentais envolventes, que foram deliberadamente incinerados, ou perdidos na voragem do tempo.
No contexto do cangaceirismo, destacaram-se as asquerosas figuras de Júlio Santana de Melo, que por ter a proteção do seu mentor Martiniano Porto, com quem veio para o Apodi, passou a ser conhecido como sendo JÚLIO PORTO, que viria a constituir amizade com o bandido Massilon Benevides, e que mais tarde compuseram o nefando bando de Lampião, nos célebres ataques às cidade de Apodi (10.05.1927) e Mossoró (13.06.1927).
Com a junção desses 04 grupos de jagunços/bandoleiros, capitaneados respectivamente por Juvêncio Barreto, Martiniano Queiroz Porto, Décio Holanda/Tilon Gurgel, e Benedito Saldanha e Quinca Saldanha instalou-se um cenário de horror e provocações ao povo de Apodi. Delineou-se, assim, um truculento cenário banditício. Esses redutos de grupos de jagunços colocou os seus comandantes em tal situação de poderio, que faziam de suas prepotentes vontades a LEI DOS SERTÕES, e que para exercê-la não hesitavam em cometerem atos violentos, arbitrários e reprováveis. Esses grupos viviam a depredar e perseguirem a população apodiense, prontos ao serviço, submissos às determinações dos despóticos patronos.
Em 1922 o ardiloso Desembargador FELIPE GUERRA traficou influência e indicou o seu amigo particular JOÃO DANTAS SALES para assumir como Juiz de Direito a Comarca de Apodi, tendo como objetivo proteger e tutelar os desmandos e
atos de infração à lei e ataques à vida e a propriedade. Benedito e Quinca Saldanha eram os protetores de Massilon, que se julgava afilhado de Quinca Saldanha.
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| MASSILON |
No processo-crime de nº 486, instaurado em 03.05.1925 consta vários depoimentos de respeitáveis cidadãos apodienses, dando conta de que o então Juiz de Direito da Comarca João Dantas Sales acolhia e hospedava, às escâncaras, em sua residência em Apodi, os bandoleiros Benedito e Quinca Saldanha. Era a trinca sinistra comandando a
desordem e instalando o pânico. A pública ligação pessoal e política do Juiz João Dantas Sales, que ocupou a titularidade da comarca de Apodi no período 1922-1925, com Benedito Saldanha/Quinca, Décio Holanda/Tilon Gurgel, Martiniano Porto/Juvêncio Barreto, influenciou-o para alterar a exação que norteia e é dever do Magistrado. Adotou ignóbil proteção e parcialidade quando Benedito Saldanha foi julgado pelo Tribunal Popular do Júri em Apodi, por ter espancado o Sr. Francisco Noronha e uma moça de nome Maria Lúcia, filha do velho Carneiro. Contribuiu para a absolvição de Décio Holanda quando submetido a julgamento no Tribunal Popular do Júri, por ter atirado e ferido gravemente um rapaz de nome Tertulino Canela. O cinismo e a desfaçatez de Felipe Guerra estão delineados quando afirmou que "No RN não há cangaceirismo", em seu livro intitulado "AINDA O NORDESTE" - Pág. 79 - Tipografia do Jornal "A República" - Ano 1927.
(Por Marcos Pinto).
(OBS: Continua na Parte II).
terça-feira, 23 de julho de 2013
O PREÇO DO RADICALISMO POLÍTICO E AS PERDAS CAUSADAS AO APODI.
Compulsando os
anais históricos sobre o município do
Apodi, resta configurada uma extensa lista
de virulentas manifestações de exacerbado
e inconsequente radicalismo político. Esse
desiderato revela perseguições políticas, açoites,
acumpliciamento e acolhida a hordas cangaceiras,
saques, depredações e assas-
natos. É
imprescindível que exterminemos de uma vez
por todas esse nocivo comportamento
político, emparedando desejos e delírios
de comando de grupelhos que se
autodenominam de líderes. Decretemos que o
prazo de validade do engodo chegou ao
final.
Não há como obscurecer a realidade
de que esse danoso processo presente
na história de Apodi restringe-se ao
conservadorismo das forças políticas dominantes,
que tem como meta basilar a manutenção
dos padrões sociais tradicionais do baraço e
do cutelo. As flagrantes perdas de
oportunidade que alavancariam o progresso de
Apodi colidem com as irascíveis
manifestações de oposição radical à
implantação de obras es-
truturantes, vistas
sob a ótica desarrazoada da oposição, que
veste a carapuça da inveja e do infundado
temor de que a concretização de uma
obra de vulto proporcione dividendos
eleitorais à pessoa que logrou êxito
na consecução da obra relevante. Agem
nesse diapasão com fito único de
satisfazer seus insanos egos ,reféns do
assédio do mandonismo inconsequente, sem atentar
para o fato de que o radicalismo
constitui um
atentado ao bem
estar da coletividade.
A persistência desse pérfido mal
emblematiza o município do Apodi como
o que mais perdeu espaços e
oportunidades em
termos de progresso. Tem formado uma
barreira quase intransponível para que o
Apodi saia
desse famigerado
marasmo e atraso em seu desenvolvimento
urbano e rural. É bem verdade que
essa doentia manifestação de conduta e
pensamento atrela-se à inexpressivos e
inexpressivos grupelhos políticos que tem
como meta principal a satisfação de
seus interesses pessoais. São reconhecidos
como redutos de egos inflados por ódios
inexplicáveis e sem referenciais que os
justifiquem.
É de estarrecer e causar estranheza
o fato de que o município do Apodi,
detentor de vultoso potencial de
recursos naturais
que o alavancaria aos umbrais do
progresso, tenha sido entregue à letargia e
à indiferença
dos seus
administradores, ao longo de sua história
política e administrativa - 1833 a 2013.
Aos conterrâneos
que pretendam
fazer uma incursão à esse esquecido
capítulo da história do Apodi, sugiro
envidar pela pesquisa
nos 04 Tomos
que tratam da história do RN, que
tem o instigante título "FALAS E
RELATÓRIOS DOS PRESIDENTES DA PROVÍNCIA DO
RIO GRANDE DO NORTE " - Coleção
Mossoroense - Fundação Vingt-Un Rosado. Há
uma vastidão de informes históricos sobre
o Apodi, dispersos em notas abreviadas, mas
que juntas em miscelânea, serão de suma
importância para nosso conhecimento.
Dentre a imensa gama de fatos lamentáveis
que macularam a história do Apodi, e
que constituíram perdas
irreparáveis para
o nosso patrimônio material e moral,
merecem destaque:
- Importação, via Tilon Gurgel, de elementos
dados à truculências, vindos da cidade
do Martins e da serra do Pereiro, no
Ceará, respectivamente Srs. Juvêncio Barreto
e Martiniano de Queiroz Porto e Décio
Holanda, que fixaram residência em Apodi no
ano de 1915, tendo Juvêncio passado a
residir em sua fazenda "Unha de
Gato", e Martiniano naquele sobrado onde
funcionou o primeiro Cine Odeon, na rua
João Pessoa. Já o Décio Holanda
fixou moradia no
sítio "Brejo do Apodi", em terras do seu
sogro Tilon Gurgel. Décio era protetor
e pagador de um bando de cabras
armados, em número de cinquenta.
- O Desembargador Felipe Guerra trafica
influência e indica para assumir a
Comarca de Apodi (Ano 1922) o seu
amigo íntimo Dr. João Dantas Sales, que
assumiu publicamente que cerrava fileiras
na oposição ao então Presidente da Intendência
Coronel João Jázimo Pinto e seu genro
Francisco Pinto, transformando sua residência em
valhacouto do chefe de cangaceiros Benedito
Saldanha, a quem protegia às escancaras.
Para fazer cessar esse acinte ao povo
de Apodi, em 1925 o então governador
do estado Dr. José Augusto promoveu o
Juiz João Dantas Sales para uma
comarca de segunda Entrância, o que o fez
sair da cidade do Apodi;
- Em 10 de Maio de 1927 a
cidade do Apodi é assaltada e
saqueada por um bando de cangaceiros, em
número de 27, pertencentes ao bando de
Lampião, que se achava aquartelado na Serra
do Pereiro, em fazenda de José Cardoso, primo
e compadre de Décio Holanda, que por
sua vez era genro do pérfido e
truculento Tilon Gurgel. O bando era comandado
por Massilon Benevides. Nesse fatídico dia
o bando assassinou o comerciante apodiense
Manoel Rodrigues, que deixou a viúva Lúcia,
que viria a casar com o Sr. Vicente
Maia;
- Em 1931 o Desembargador Felipe
Guerra, em manobra sórdida para prejudicar
o povo apodiense, retirou a sede da Comarca
para a cidade de Caraúbas, rebaixando
Apodi à condição de Termo da Comarca
de Caraúbas. Essa humilhante situação só
foi revertida em 1947, quando o então
Prefeito Lucas Pinto elegeu o Telegrafista
Cosme Lemos, casado com uma apodiense (Hilda
Lopes, tia de Robson Lopes) Deputado Estadual,
que apresentou projeto que retornava Apodi
à condição de sede da comarca;
- Entre o período de 1920 a
1934 o Des. Felipe Guerra tenta
alocar recursos federais via Deputado
Federal Martins Veras, para construção da Barragem
de Passagem Funda, com o fito único de
transformar a várzea do Apodi num
imenso lago, expulsando humildes agricultores
vinculados às hostes pacifistas da
família PINTO;
- Em Janeiro de 1934 o líder
político Coronel Francisco Pinto é sondado
pelos líderes políticos e ex-governadores José
Augusto e Juvenal Lamartine para aceitar
a indicação do seu nome como
candidato indireto ao cargo de governador do
estado, tendo os mesmos recebido a anuência
do líder apodiense. O governador era
eleito pelos srs. Deputados Estaduais, em votação
realizada na Assembléia Legislativa. Ocorre que
os invejosos Luiz Leite e Tilon
Gurgel, pressentindo a vitória do Partido Popular
em maioria de Deputados Estaduais, contrataram
a mão mercenária do bandido Itauense
Roldão Frutuoso de Oliveira, vulgo Roldão
Maia, que assassinou covardemente o líder
Francisco Pinto, às 20:30 horas do dia
02 de Maio de 1934. Em Outubro, realmente
o Partido Popular, ao qual Francisco Pinto
pertencia, elegeu uma bancada de 14
Deputados Estaduais, contra 11 do Partido
Liberal, dentre os quais Benedito Saldanha
e Felipe Guerra. Apodia perdia, assim, a
oportunidade única de ter um seu
filho governador do estado;
- Em 2010, 2011 e 2012 o
município de Apodi perde, pela desunião e
pelo radicalismo político predominante, O
Campus da Ufesa, respectivamente para as
cidades de Angicos, Caraúbas e Assu.
Diante todos esses infortúnios e mazelas,
resta a necessidade de que todos nós
APODIENSES nos unamos em um só
pensamento e um só objetivo, cerrando
fileiras nesse magnífico e profícuo
movimento EM PROL DA CRIAÇÃO E
INSTALAÇÃO DO CAMPUS DA UERN EM APODI.
Que esse movimento represente o marco
inicial para a erradicação desse mal
que tanto tem atrasado e prejudicado
o nosso município. A juventude que
comanda o movimento é detentora de
imensurável capacidade para conduzir debates,
negociações, articulações e formulações, pela eficiência
na leitura da realidade apodiense.
Juventude com reconhecida densidade cultural
para conceber idéias, construir posições,
elaborar propostas e projetá-las para o
centro do debate, liderando sua
repercussão e tomada de posição.
AVANCEMOS conterrâneos ! AVANTE Apodi !.
Marcos Pinto - 22.07.2013.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
SESI Realiza palestra nas cerâmicas T MELO I e II. Apresentando o projeto "Essa Empresa faz escola"
Uma proveitosa palestra foi realizada na sexta feira 21/06/2013, debaixo dos galpões das cerâmicas T MELO, ministrada pelo SESI com a parceria do grupo T MELO, destacando o projeto "Essa Empresa faz escola", buscando incentivar a educação dos seus colaboradoras.
| Vinicius, fala da importância desse projeto do SESI |
| Alex, reforça, falando que a educação traz uma melhor qualidade de vida |
| Todos engajados no projeto: Essa Empresa faz escola |
| Todos demonstraram com convicção, a necessidade de aprender |
| A participação das dinâmicas foi geral |
quinta-feira, 27 de junho de 2013
ANTIGOS VAZANTEIROS DA LAGOA DE APODI.
A história universal prega que o rio Nilo é a dádiva
do Egito. Partindo desse contexto, pode-se afirmar de forma
incisiva que a Mãe-Lagoa de Apodi é a dádiva da cidade.
Não existe família apodiense que, por mais tradicional que seja,
não tenha sobrevivido do arroz, feijão e batata doce oriundos
das vazantes da lagoa, cujas margens enchem de verde aquelas
paradisíacas paragens conhecidas como Poço da Matuta, Poço dos
Homens, Bico da Croa, Despejo, Passagem do Carcará, (Por onde a
lagoa recebe água do rio) Ponta D'Água, Merêncio, Vertentes,
Garapa, Largo, Estreito, Horto Florestal etc.
Posso até citar nomes de grandes expressões da geografia humana
de Apodi que brilharam além-fronteiras do Apodi, como os Srs.
Osmídio Jovino, Raimundo Jovino de Oliveira (Foi Prefeito em Mossoró -
no período 01.11.1932/21.09.1933)João Cantídio de Oliveira,
Raimundo Cantídio de Oliveira (Avô materno de Elano Cantídio,
médico-proprietário da Clínica Oitava Rosado, em Mossoró),
industriais que se projetaram nos destinos de Mossoró, como
também Francisco Izódio de Souza (Prefeito em Mossoró no período
1911-1913) Luiz Colombo Ferreira Pinto (Tio de Alice Pinto, e
que foi Prefeito de Mossoró no ano de 1927), Rubens Pinto (Pai
de Hugo Pinto, dono da loja de eletrodomésticos H.F.Pinto).
São chamadas Vazantes aqueles terrenos dos rios,
açudes, lagos e lagoas que são inundados no período invernoso e
que vão sendo pouco à pouco descobertos, tornando-se, assim,
agricultáveis. Nas margens da lagoa de Apodi, especialmente nos
lugares denominados de Despejo,Merêncio e Ponta D'água é onde
estão localizadas as melhores vazantes, cujo solo apresenta um
perfil areno-argiloso, onde o vazanteiro faz as suas conhecidas
covas ou leiras, onde geralmente plantam arroz vermelho,
feijão,milho, abóbora, batata-docem melão e melancia, além de
capim.
Estudos comprovam que a água da
Mãe-Lagoa de Apodi baixa, por evaporação, cerca de 20
centímetros por mês. Variando com a declividade, o abaixamento
mensal do espelho d'água em 20 centímetros tanto pode descobrir
meio, como cincou ou dez metros de solo para plantio. Estes
terrenos geralmente dispensam adubação, dado sua reconhecida
fertilidade representada pelos adubos naturais trazidos pelas
águas pluviais. Influi muito a rapidez com que baixam as
águas.
Os conterrâneos que sobrevivem às
expensas das vazantes são detentorer de larga saúde, fruto do
alimento sadio, sem o emprego de nocivos agrotóxicos. Fazendo
jus ao título, evoquemos os velhos vazanteiros sob a nostalgia
de intensa saudade, uma vez que cerca de 95% já receberam o
chamado do Pai Eterno, vivenciando a faixa silente da
eternidade. Imagino quão alegre era a vida dos vazanteiros,
colhendo o fruto dos seus suores diários e convivendo com
aquela amplitude do verde que contagia de alegria a alma. O
zelo com suas plantações não dispensava a atenção em espantar
os pássaros que procuram, insistentemente, consumir os cachos de
arroz no período da colheita. Os pássaros mais comuns são os
Tizius saltitantes, os canários, as graúnas, os miúdos e os
cabeças-vermelhas. A estratégia para espantá-los consiste em
ficar trepado em uma espécie de jirau feito com varas, e
ficar puxando um cordão ou corda estirado e atado a latas
com pedras dentro, o que ao ser puxado com força agitava as
pedras e fazia barulho, espantando os pássaros.
Nas vazantes do "Despejo" tínhamos os seguintes
plantadores/vazanteiros: Paulino Caveja, Batata de Paulino, Beija
Curinga, Nelson Lucas, Antonio Padre, Lucas Reinaldo (Pai de Elísio
Reinaldo) Manezim Reinaldo, Severino Gato, Joaquim Pompílio,
Cícero de Dino (Pai de Chavinha), Tico de Enéas, Vitor Jararaca,
João de Dodô (Irmão do coronel Lucas Pinto) e Zé Raposo, que
plantava algodão nas Crôas.
No lugar
"Merêncio" as pequenas glebas de terras eram plantadas pelos
Srs. João Raposo, Chico Raposo, Bolota de Raposo, Chico de Cota,
Vicente Maia, Miguel Guarda, Manoel Dantas (Sacristão da paróquia
de Apodi durante 40 anos) Zé de Cândido, Raimundo Braz, Toinho
Torres,, Pereira Torres, Chico Torres, Bento Tito, Chico Tito (O
Velho), João Menino, Beinho, Lozo de João Menino, Chico Inglês,
Mané Inglês, Lulu Inglês e Chico Sinfrônio. Na parte que
compreende a "Ponta Dágua" os da família Inglês também
plantavam, como também os da família TITO, sendo maior parte
pertencente ao meu avô paterno Aristides Pinto. Na evocação do
tempo, foram homens que contribuíram para o progresso da
cidade, mesmo que de forma humilde. Eis o resgate dos velhos
e saudosos vazanteiros da lagoa de Apodi.
Por Marcos Pinto (Historiador apodiense)
domingo, 2 de junho de 2013
ALGUNS FATOS QUE ACONTECERAM NO MÊS DE JUNHO AO LONGO DA HISTÓRIA DO APODI
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| NOSSA HISTÓRIA |
04 DE JUNHO DE 1936
Falece no Apodi o historiador Nonato Mota. Era o segundo filho do casal José da Mota Ferreira Zuza e Emília Anacildes Fernandes bonavides. Era casado co Francisca Praxedes Fernandes Mota. Deste casamento nasceram 13 filhos. Escreveu interessante trabalho sobre a história do município do Apodi, intitulado “Notas Sobre a Ribeira do Apody”, em que se acham relacionados fatos e acontecimentos do passado, informações, transcrições de documentos, sendo bastante útil para estudos.
O trabalho deste historiador apodiense foi publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Vols. XVIII e XIX, nº 1 e 2, 1920/1921.
Valter de Brito Guerra, outro apodiense abnegado pelos fatos históricos da sua terra natal, faz parte da plêiade perscrutadora do passado, inseridas nas honrosas pessoas de Manoel Coriolano, Nonato Mota e José Leite.
02 DE JUNHO DE 1960
Neste dia prestigiosos lideres políticos apodienses (abaixo nominados) enviam telegrama de adesão à candidatura do deputado Aluizio Alves ao governo do RN.
Eis o teor na íntegra:
Apodi – 2
“Temos o prazer de comunicar que nesta data resolvemos apoiar as candidaturas de Aluizio Alves e Monsenhor Walfredo Gurgel, que terão neste município espetacular vitória.
Os candidatos da esperança receberam aqui as maiores manifestações de apreço e solidariedade.
(aa) Luiz Galdino, Antonio Silva Pinto, Francisco Paulo Freire, Manuel Antonio de Sousa, Josué Câmara, Aristides Ferreira Pinto, Dr. José Pinto, Francisco Moreira de Souza, Francisco Torres, Itamar Maia, Aurino Gurgel, José Sabino, Manoel Libânio, Valter Guerra, Julio Marinho, Francisco Felinto, João Manequim, Fernandes Souza, Celso Marinho, Francisco Holanda Cavalcante, João Benicio, Joel Canela, Ari Amorim, Agostinho Sancho, Paulo Nascimento, José Firmino, João Noronha, Abílio soares, João Batista Oliveira, Luiz Marcolino Costa, José Patrocínio do Rosário, Raimundo Simplício e Robson Lopes.
08 DE JUNHO DE 1960
Neste dia o Cel. Lucas Pinto, encontrando dificuldades em conseguir eleitores para Djalma Marinho e Vingt Rosado, resolve por o retrato de Aluizio Alves em seu jeep.
Arguto, percebera que o povo de Apodi cedera ao carisma do “cigano feiticeiro”.
Tornava-se público, assim, a adesão do velho chefe político oestano. Antes era assunto de bastidores.
09 DE JUNHO DE 1966
Através do decreto nº 4.478/66 desta data, foi criado o Ginásio Estadual “Professor Antonio Dantas”. O insigne historiador Valter de Brito Guerra, em seu memorável livro “Apodi, Sua História” faz a necessária observação de que “a distância que separou a criação da primeira escola pública em Apodi (15 de outubro de 1827) e a instalação do Ginásio revela o atraso da educação do Estado e no Município.
O Ginásio Estadual “Professor Antonio Dantas” teve como 1º Diretor o Bacharel em Direito Francisco Alcivan Pinto, Homem de elevados atributos intelectuais.
02 DE JUNHO DE 1974
O padre José Freire de Oliveira Neto é ordenado Bispo da diocese de Mossoró, em solenidade acentuadamente concorrida.
Com muita fé e dedicação cristã, ordenara-se Padre em Roma, recebendo os mais elevados votos de distinta estima e consideração dos cardeais do vaticano.
Os anais históricos da cidade de Apodi foram enriquecidos com essa eminente trajetória sacerdotal de um abnegado filho da terra.
O texto foi tirado do livro Datas e Notas Para a História do Apody volume II, do escritor Marcos Pinto.
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